29 de Fevereiro de 2016

Zika, Chicungunha e Dengue: Saiba Diferenciar






Por terem sintomas muito parecidos, essas doenças podem ser facilmente confundidas

 

Você sabe diferenciar a infecção por zika vírus (que está sendo associada ao aumento do número de casos de microcefalia em recém-nascidos) da dengue ou da febre chicungunha? Por terem sintomas muito parecidos, essas doenças podem ser facilmente confundidas. Originário da África, o zika vírus foi detectado pela primeira vez na América Latina em abril de 2015, em moradores de Camaçari, na Bahia. Para orientar a população e esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, a infectologista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Vera Magalhães explica que a transmissão das três doenças ocorre pela picada dos mosquitos Aedes aegypti.

Segundo a profissional, a dengue, febre chicungunha e zika vírus são clinicamente muito parecidos. "O paciente pode apresentar sintomas como febre, diarreia, dores e manchas no corpo", explica Vera, que ressalta ainda que o diferencial do zika é a presença de uma coceira mais intensa na pele acompanhada de conjuntivite. Em abril, a zika era considerada a mais branda dessas infecções, muito antes de se ventilar a hipótese de ela estar relacionada à grave condição da microcefalia, em que o crânio é menor do que o normal, causando na maioria dos casos sequelas motoras e cognitivas para toda a vida. Pernambuco atualmente é o que registra o maior número de casos entre os estados brasileiroa.

No caso da febre chicungunha, os sintomas incluem o início súbito de intensa artralgia (dor nas articulações) e febre acima dos 39 graus. O vírus causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor nas articulações, especialmente dos pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pessoas de qualquer idade ou sexo podem ser afetadas pelo vírus, mas os sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos.

Já os sintomas da dengue são mais diversos, podendo incluir dores de cabeça, febre alta, tonturas e dores das articulações, além de sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes. "A dengue, se não tratada, pode levar ao agravamento do quadro", explica a coordenadora do Programa de Controle da Dengue em Pernambuco, Claudenice Pontes.

A infectologista destaca que a dificuldade em distinguir as três doenças também é sentida pelos médicos. "Só com a realização de exames é possível identificar exatamente qual a doença do paciente. Sendo assim,  a orientação é que, ao apresentar qualquer sintoma atípico, as pessoas procurem o posto de saúde", diz Vera. O resultado do exame sorológico, que tem segurança de 100% (diferentemente do teste rápido), é apresentado em cinco dias.

 

Mitos e verdades sobre zika e microcefalia
Especialistas do Hospital Sírio-Libanês esclarecem dúvidas sobre o assunto

O vírus zika tem vitimado pessoas no Brasil e pode estar relacionado ao nascimento de bebês com microcefalia.

Brasil já registra 3.893 casos suspeitos de microcefalia

zika é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Quem contrai o vírus pode apresentar febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores em articulação) e exantema maculo-papular (erupção cutânea com pontos brancos ou vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

Como o diagnóstico laboratorial ainda é restrito a poucos laboratórios, além do teste de sangue, que descarta doenças mais graves como dengue, chinkungunya, sarampo e mononucleose, o diagnóstico clínico do médico é imprescindível para identificar a febre.



 

Já a microcefalia é uma condição neurológica em que perímetro cefálico (PC) encontra-se menor que o normal. Muitas vezes o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. A microcefalia pode ser congênita ou adquirida.

Nos casos congênitos, uma série de fatores de diferentes origens podem ser os causadores, como substâncias químicas, agentes biológicos infecciosos (bactérias, vírus e radiação), síndrome de Rett, envenenamento por mercúrio ou cobre, meningite, desnutrição, HIV materno, doenças metabólicas na mãe, como fenilcetonúria, e uso de medicamentos contra epilepsia, hepatite ou câncer nos primeiros 3 meses de gravidez.

As crianças com microcefalia podem apresentar atraso mental, déficit intelectual, paralisia, convulsões, epilepsia, autismo e rigidez dos músculos. A doença é grave e não tem cura, e a criança pode precisar de cuidados por toda a vida, sendo dependente para comer, se mover e fazer suas necessidades, dependendo da gravidade da microcefalia.

A seguir, a neuropediatra Luciana Inuzuka Nakaharada e o infectologista Antonio Carlos de Oliveira Misiara, ambos do Hospital Sírio-Libanês, esclarecem mitos e verdades sobre o zika e a microcefalia:

Verdade

– O vírus pode ter entrado no Brasil com torcedores estrangeiros durante a Copa do Mundo ou com uma equipe de Remo da Polinésia Francesa, que esteve em um campeonato no Brasil. A epidemia começou no Nordeste, no início de 2015.

– Alguns bebês nascem mais gravemente afetados e outros menos, mas isso não parece ter relação com a gravidade da doença da mãe. Algumas mães tiveram quadros virais muito leves e as crianças sofreram danos cerebrais graves. Percebemos que nas gestantes infectadas pelo vírus no segundo e no terceiro trimestre de gravidez os danos tendem a ser mais leves. Entretanto, não podemos dizer que não há mais risco de malformação neste período.

– A síndrome de Guillain-Barré é uma doença muito associada a infecções de uma maneira geral. Não é uma ação do vírus diretamente, mas, sim, uma reação do sistema imune do indivíduo que passa a atacar o próprio organismo, o que chamamos de auto-imunidade. É raro e acontece em qualquer idade.

– Você pode ter sido contaminado pelo zika e não saber.

– Nem todos os repelentes são seguros para gestantes.

– É possível que haja uma vacina contra o zika a médio prazo.

– Se você já pegou o zika vírus uma vez, não pegará de novo. De qualquer forma, ainda poderá pegar outras doenças causadas por vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, como os quatro tipos de dengue e a febre chikungunya.

Mito

– Todas as mulheres grávidas que foram infectadas pelo zika vírus tiveram bebês com microcefalia.

– Comer alho ajuda a afastar o mosquito que transmite o vírus.

– As vacinas de rubéola importadas de Cuba poderiam gerar algum tipo de má formação em bebês.

– Há aumento de incidência de doenças ou complicações neurológicas em crianças abaixo de 7 anos ou idosos devido à infecção por zika.

– Mães com zika devem parar de amamentar.

– Vacinas vencidas contra rubéola causaram microcefalia.

– Repelentes são a forma mais eficiente de evitar a contaminação pelo zika.

– O mosquito do zika só pica de dia.

Nem mito nem verdade

– O vírus pode ser transmitido pelo sêmen. Segundo o Ministério da Saúde, não há estudos consistentes a esse respeito. Houve apenas um caso descrito de transmissão sexual.

– Tomar complexo B espanta o mosquito. Tomar a vitamina é recomendada, contudo, não há consenso sobre sua eficácia.


FONTES: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/saude/noticia/2015/11/20/zika-chicungunha-e-dengue-saiba-diferenciar-209074.php

http://coracaoevida.com.br/bem-estar/mitos-e-verdades-sobre-zika-e-microcefalia/?gclid=CjwKEAiA9c-2BRC_vaaJ0Ybps30SJABlqxDeqopA9EYZm80Wz0OPJAd7UZSJdybBnNXRUB2AQTL0ZxoC5b_w_wcB

 

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